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Devocional

Perguntas para corajosos

“Indo Jesus para os lados de Cesareia de Filipe, perguntou a seus discípulos: Quem diz o povo ser o Filho do Homem? E eles responderam: Uns dizem: João Batista; outros: Elias; e outros: Jeremias ou algum dos profetas. Mas vós, continuou ele, quem dizeis que eu sou?” (Mateus 16)

Sempre é bom fazermos perguntas. Deveríamos cultivar esse hábito. As perguntas despertam nossa habilidade de pensar. Precisamos questionar quem somos e o que somos na vida do outro. Quando questionamos nossa existência, crescemos no conhecimento de quem somos no mundo. Lya Luft, escritora gaúcha, disse que pensar não é apenas a possibilidade de enxergar a alma no espelho, mas de olhar em torno. Parar para pensar e fazer algumas perguntas me conscientiza da responsabilidade, não só comigo mesmo, mas com o outro. Principalmente para aquele que professa alguma crença, é de fundamental importância fazer perguntas acerca de suas convicções. Pensar minhas convicções acende o comprometimento com minhas crenças. O texto que lemos é uma pergunta de Jesus aos discípulos, para instigar o pensamento acerca de suas crenças. Jesus queria incitar o pensamento dos discípulos com aquela pergunta, para despertar suas convicções. Jesus queria tirar os discípulos do adormecimento, comodismo, colocá-los em outro nível de fé. Perguntou Jesus: “Quem diz o povo ser o Filho do Homem?” Os discípulos responderam: “Uns dizem: João Batista; outros: Elias; e outros: Jeremias ou algum dos profetas”. Jesus continuou, perguntando: “Mas vós, quem dizeis que eu sou?”. Brian McLaren, escritor e pastor americano, no seu livro ‘A Mensagem Secreta de Jesus’, faz boas perguntas. Eu queria colocá-las aqui: “Suponha que Jesus de Nazaré estivesse certo. Que tivesse uma mensagem que verdadeiramente pudesse transformar o mundo. E se tivermos perdido o fio da meada? E se a mensagem de Jesus tiver, sem qualquer intenção, sido mal compreendida, ou ainda intencionalmente distorcida? E se por acaso muitas pessoas tiverem valorizado alguns aspectos da mensagem de Jesus, enquanto perderam ou mesmo reprimiram outras dimensões muito mais importantes? E se Jesus não veio para dar início a uma nova religião – antes, porém, para iniciar uma revolução que daria origem a um novo mundo? E se a mensagem de Jesus tivesse implicações práticas, concernente a como se viver a vida no dia-a-dia, como ganhar e gastar dinheiro, como  tratar pessoas de outras etnias? Será que iríamos desejar conhecer a mensagem?”. Eu quero orar com você: “Pai nos encoraja a cultivarmos o hábito de fazermos perguntas acerca da nossa fé. Perguntas que nos conscientize de quem somos na vida, no mundo. Perguntas que nos conscientizem de quem somos diante de ti e qual é a nossa missão. Para nosso crescimento e tua glória. Amém!

Flávio Leite

REFLEXÕES AUTORAIS SOBRE HUMANIDADE Palestrante, educador e estudioso da filosofia e do comportamento humano 👇🏽Leia a crônica da semana www.flavioleite.com

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