Devocional

O valor da responsabilidade

“Perdoa as nossas dívidas, assim como nós temos perdoado aos nossos devedores” (Mateus 6)

Na devocional passada falamos nesse mesmo texto, enfatizando o valor da empatia. Hoje queremos falar sobre o valor da responsabilidade mútua. Existe uma narrativa no Evangelho de João, capítulo 20, que diz: “Se de alguns perdoardes os pecados, são-lhes perdoados; se lhos retiverdes, são retidos”. O texto não traz a pretensão de empoderamento de pessoas para absolver ou condenar quem comete transgressões. Até porque entraria em contradição com outros ensinamentos do próprio Jesus e nos convidaria a assumirmos o status de Deus. O que Jesus está fazendo, é alertando para o cuidado que deveríamos ter com aqueles que se sentissem excluídos da graça divina.
O que mais divergiu na doutrina do Jesus de Nazaré, com a doutrina dos fariseus, foi exatamente a falta de cuidado que tinham com a manifestação da graça divina entre eles. No Evangelho de Mateus, capítulo 23, Jesus disse: “Na cadeira de Moisés, se assentaram os escribas e os fariseus. Atam fardos tão pesados e difíceis de carregar e os põem sobre os ombros dos homens; entretanto, eles mesmos nem com o dedo querem movê-los. Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas, porque fechais o reino dos céus diante dos homens. Tendes negligenciado os preceitos mais importantes da Lei: a justiça e a misericórdia”.
Jesus está denunciando uma turma que tem um julgamento tão duro, tão cruel na vida dos outros, que nem com um dedo querem participar desse juízo. Essa turma chega a fechar o reino dos céus diante das pessoas que precisam de acolhimento e misericórdia. E já que os escribas e fariseus baseavam todos os seus julgamentos na Lei, Jesus aproveitou para dizer que eles esqueceram o mais importante preceito de toda a Lei, o amparo e a misericórdia. Jesus diz: “Tendes negligenciado os preceitos mais importantes da Lei: a justiça e a misericórdia”. E essa justiça ensinada por Jesus, sempre seria a justiça que ampararia o órfãos e a viúva em suas necessidades. Uma justiça salvífica, nunca e jamais, condenatória.
Jesus, disse: “Perdoa as nossas dívidas, assim como temos perdoado aos nossos devedores”.  Aqui mora a ideia da nossa responsabilidade espiritual, que é o cuidado em amparar pessoas com a manifestação da graça, do perdão e do acolhimento.
Eu quero orar com você: “Pai, ensina-nos durante todo nosso dia, a sermos uma manifestação do teu cuidado gracioso, na vida de todos aqueles que se colocarem diante de nós. Para tua glória e manifestação do teu reino entre nós. Amém!

Flávio Leite

REFLEXÕES AUTORAIS SOBRE HUMANIDADE Palestrante, educador e estudioso da filosofia e do comportamento humano 👇🏽Leia a crônica da semana www.flavioleite.com

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