Devocional

O mais importante no dia da tribulação

Quero ler mais uma vez, o Salmo 23 que diz: “O SENHOR é o meu pastor; nada me faltará. Ele me faz repousar em pastos verdejantes. Leva-me para junto das águas de descanso; refrigera-me a alma. Guia-me pelas veredas da justiça por amor do seu nome. Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte, não temerei mal nenhum, porque tu estás comigo; a tua vara e o teu cajado me consolam. Preparas-me uma mesa na presença dos meus adversários, unges-me a cabeça com óleo; o meu cálice transborda. Bondade e misericórdia certamente me seguirão todos os dias da minha vida; e habitarei na Casa do SENHOR para todo o sempre”

Esse salmo está falando de processos da nossa interioridade. Processos da alma. Está falando dos nossos sentimentos. De como enxergamos a exterioridade. O salmo fala de um vale da sombra da morte, de adversários, mas que na realidade, se encontram dentro de nós. O salmo não nega que o salmista está passando por momentos difíceis. Existe sim uma realidade perturbadora, ameaçadora. Que traz para dentro dele, sentimentos de vale da sombra da morte. De uma presença de adversários. Mas ele não quer falar dos eventos sofridos. Ele quer falar da sua fé, da sua crença, do seu Deus. Ao ler esse salmo, a impressão que tenho, é que Davi quer demonstrar que o mais importante no dia da tribulação, no dia da adversidade, no dia em que nos encontramos no vale da sombra da morte, é focarmos, não nos eventos, não nas circunstâncias, não nas probabilidades, mas no Deus que cremos. No versículo 5, Davi usa duas figuras de linguagem: A mesa e o cálice transbordante. No mundo antigo, tanto a mesa como o cálice, eram símbolos de alegria. Se alguém fosse convidado para um banquete e se assentasse à mesa, participando de uma comensalidade, e resolvesse sair rapidamente, todos chegariam a uma conclusão, de que essa pessoa estava passando por um momento de tristeza. E o cálice é trazido em todo o Antigo Testamento, como uma figura de alegria, de satisfação, contentamento, regozijo, júbilo. O salmo é uma confirmação de Davi, que está diante de um Deus que promove alegria. Davi quer falar de um Deus que sustenta a nossa interioridade, quando tudo parece desmoronar. Davi quer nos falar de um Deus que nos fortalece, mesmo no dia da guerra, através da sua alegria incondicional. Foi por isso que Neemias, num tempo em que as circunstâncias traziam aflição e tristeza, disse: “Alegria do Senhor é a nossa força”. Neemias estava dizendo que existia uma alegria de Deus, que suplantaria toda tristeza circunstancial. E nisto estava a força para continuar, para ir adiante. Eu quero orar com você: “Pai, nós estamos vivendo um tempo de guerra. Um tempo em que nos sentimos cercados. Precisamos de ânimo, de forças para continuarmos. Queremos experimentar essa alegria testemunhada por Davi, que nos faz atravessar o vale da sombra da morte. Que troca o espírito angustiado, por veste de louvor, como disse o profeta Isaías. Que troca o pranto, pelo óleo de alegria. Para nosso bem e tua glória. Amém!

Flávio Leite

REFLEXÕES AUTORAIS SOBRE HUMANIDADE Palestrante, educador e estudioso da filosofia e do comportamento humano 👇🏽Leia a crônica da semana www.flavioleite.com

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *