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Devocional

O amor que nos renova

“Oh! Como é bom e agradável viverem unidos os irmãos! É como o óleo precioso sobre a cabeça, o qual desce para a barba, a barba de Arão, e desce para a gola de suas vestes. É como o orvalho do Hermom, que desce sobre os montes de Sião. Ali, ordena o SENHOR a sua bênção e a vida para sempre” (Salmo 133)

Se alguém me perguntasse: Qual uma das necessidades desses nossos últimos dias, eu diria: necessidade de renovação. Porque nós estamos vivendo esse momento de distanciamento social, nas nossas casas. E a impressão que temos é que tudo está se repetindo. É como um giro. É como uma roda. Nós não conseguimos ir além de uma engrenagem viciada. Mas isso pode ser rompido. E o salmo fala dessa possibilidade de renovação através do amor fraternal. É curioso, porque compara os relacionamentos afetivos à própria unção de Deus. É comparado ao óleo precioso de Deus. E ele encerra o salmo, no versículo 3, dizendo que é comparado ao orvalho do Hermom, que desce sobre os montes de Sião. E toda a comunidade judaica, compreendia bem essa metáfora. Porque o orvalho do monte, trazia a ideia de renovação. Todos os dias o orvalho se renovava. E o salmo encerra dizendo: “Ali, ordena o Senhor a sua benção e a vida para sempre”. Benção, porque seríamos tomados de sentimentos de instrumentalidade. Que não somos obra do acaso. Mesmo no momento de dificuldade, conseguimos encontrar sentido, propósito. Temos noção de esperança, sentimentos de vida eterna. É muito interessante, a tradição diz que João, escritor das Epístolas, sabia do poder do amor. Ele tinha no amor, a força de afastar todos os medos. No amor existe uma perfeição. Então, segundo a tradição, quando João saiu do exílio, na ilha de Patmos, participando ali dos cultos na igreja de Éfeso, no meio da celebração, ele já velhinho, sem poder se colocar de pé, pedia aos irmãos que o levantasse, e dizia em alta voz: “Amados, amemo-nos uns aos outros, porque o amor é de Deus; e todo aquele que ama é nascido de Deus e conhece a Deus”. Eis aqui a possibilidade, de sermos tomados de sentimentos da presença de Deus. Que nos renova, que nos traz força. Que afasta a possibilidade do desânimo, do desinteresse pela vida. E na primeira epístola de João, ele escrevendo sobre isso, por várias vezes, instrui a comunidade a se esforçar diligentemente no amor fraternal. Ele dizia: “Pois aquele que não ama a seu irmão a quem vê, não pode amar a Deus a quem não vê”. E, um momento como esse, é momento de nos sentirmos acompanhados por Deus. Renovados por essa presença que traz esperança. Eu quero orar com você. “Pai, nos instrui a buscarmos o amor fraternal. Nós que estamos vivendo intensamente nas nossas casas, nos ajuda a sermos surpreendidos por essa novidade de vida, através dos afetos, através dos relacionamentos. Nos instrui a caminharmos na edificação através do amor. Para nosso bem e tua glória. Amém!

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