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Devocional

Dai a César o que é de Cesar e a Deus, o que é de Deus

“Dize-nos, pois: que te parece? É lícito pagar tributo a César ou não? Jesus, porém, conhecendo-lhes a malícia, respondeu: Por que me experimentais, hipócritas? Mostrai-me a moeda do tributo. Trouxeram-lhe um denário. E ele lhes perguntou: De quem é esta efígie e inscrição? Responderam: De César. Então, lhes disse: Dai, pois, a César o que é de César e a Deus o que é de Deus” (Mateus 22)

Martin Luther King Jr, pastor protestante do séc. XX, líder do movimento dos direitos civis nos Estados Unidos, que lutou contra a segregação racial, disse: “O que me preocupa não é o grito dos maus. É o silêncio dos bons”. A ausência da bondade é muito mais preocupante, do que a presença do mau. No Livro do Gênesis, no capítulo 18, tem uma história intrigante. Deus falou para Abraão que iria destruir a cidade de Sodoma, onde morava seu sobrinho Ló. Abraão resolveu interceder por aquele lugar, e disse: “Senhor, se houver, porventura, cinquenta justos na cidade, destruirás ainda assim? Disse o Senhor: Não destruirei. Disse mais Abraão: Se houver quarenta e cinco? Disse o Senhor: Não destruirei”. Abraão foi baixando o número e disse: Se houver 40? O Senhor disse: Não destruirei. E se houver 30, 20, 10? Disse o Senhor: Não destruirei. A conclusão que chegamos com essa narrativa, é que o problema da cidade de Sodoma, não era a presença dos ímpios, mas, a ausência de justos. Esse texto que lemos, conta sobre a tentativa dos fariseus, de encontrar uma acusação para incriminar Jesus. Perguntaram-lhe: É justo pagar tributo a César? Jesus pede que tragam uma moeda do tributo, e pergunta: De quem é esta efígie e inscrição? Responderam: De César. Então disse Jesus: “Dai, pois, a César o que é de César e a Deus o que é de Deus”. Jesus estava dizendo claramente, que o problema não era a presença do reino de César, mas a ausência do reino de Deus. Seria tolice querer combater o reino de César, se o objetivo do chamamento dos discípulos de Jesus, era para construir o reino de Deus. Percebo uma luta da igreja evangélica, para destruir alguns reinos. Não foi para isso que fomos chamados. Precisamos cuidar, não da destruição de estruturas perversas, mas da construção do reino de Deus. Muitos da igreja evangélica, estão preocupados com leis que negam suas crenças. Jesus, diria a essas pessoas: “O problema não são as leis que negam as vossas crenças, mas a ausência da prática delas”. Tem um texto no Livro do Eclesiastes, no capítulo 4, que diz: “Olhei e vi todas as opressões que se fazem debaixo do sol: Eis as lágrimas dos oprimidos, sem que ninguém os consolasse; vi a violência na mão dos opressores, sem que ninguém os consolasse”. O problema aqui nesse texto, não é a presença dos opressores, mas a ausência de quem console. O clamor de Deus, não é para que exterminem os opressores, mas, para que apareça quem console e enxugue as lágrimas dos que choram. Eu quero orar com você: “Pai, que a presença do mau, não nos desanime para manifestarmos a presença do bem. Que possamos direcionar nossas forças, não para lutar contra o reino de César, mas, para plantar o reino de Deus. Para nossa edificação e tua glória. Amém!

Flávio Leite

REFLEXÕES AUTORAIS SOBRE HUMANIDADE Palestrante, educador e estudioso da filosofia e do comportamento humano 👇🏽Leia a crônica da semana www.flavioleite.com

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