Devocional

Controlando nossos impulsos

“Quando jejuardes, não vos mostreis contristados como os hipócritas; porque desfiguram o rosto com o fim de parecer aos homens que jejuam. Em verdade vos digo que eles já receberam a recompensa” (Mateus 6)

Pelas narrativas das histórias humanas, filosóficas, demonstradas no mundo antigo, entendemos que nunca foi fácil controlar impulsos que são inerentes da nossa humanidade. Até porque tudo que parte da nossa interioridade, requer um tratamento muito especial. Jesus, quando disse: “Quando jejuardes, não vos mostreis contristados como os hipócritas”. Não estava querendo criar apenas um rito de disciplina religiosa, mas chamar nossa atenção para a seriedade e necessidade de cuidarmos de algo, que apesar de não ser aparente, é de fundamental importância para a nossa saúde emocional, que são nossos pensamentos.
Estava sinalizando para a necessidade de buscarmos o jejum, como algo que provocaria benefícios a nossa interioridade. No livro “O Poder do Hábito”, Charles Duhigg deixa claro a necessidade de entendermos nossas rotinas no dia-a-dia. Isso é necessário para vencermos hábitos que não conseguimos quebrar. Nosso tempo está marcado por gente que vivencia sérios problemas, inclusive de ansiedade e depressão por não conseguir quebrar hábitos e rotinas indesejáveis.
Nunca esqueci uma conversa que tive com um pesquisador, cardiologista, que disse: “Se você não fizer caminhadas diárias, tornando-se uma pessoa sedentária, seu corpo entenderá, receberá uma mensagem de que você não está mais querendo viver”. Parece uma história sem nenhum fundamento, mas é a pura realidade. O jejum, por ser uma disciplina espiritual, que carrega na sua materialidade, o controle de um dos impulsos de maior promoção de desejo e prazer, que é o alimento, traz uma mensagem clara ao nosso pensamento, que diz mais ou menos, assim: “Estou decidindo estar no controle dos meus desejos e prazeres”. O jejum é uma forma de você sinalizar para o seu corpo, o que você deseja na alma.
Eu quero desafiar você a jejuar. Você não perderá nada com isso. Quero desafiar você a seguir essa instrução de Jesus de Nazaré, quando diz: “Quando jejuardes, não vos mostreis contristados como os hipócritas; porque desfiguram o rosto com o fim de parecer aos homens que jejuam. Em verdade vos digo que eles já receberam a recompensa”.

Que Deus traga sabedoria, coragem para decidirmos fazer do jejum, um instrumento para controle dos nossos impulsos.

Flávio Leite

REFLEXÕES AUTORAIS SOBRE HUMANIDADE Palestrante, educador e estudioso da filosofia e do comportamento humano 👇🏽Leia a crônica da semana www.flavioleite.com

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