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Fortalecidos por Deus

Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, depois de terdes vencido tudo, permanecer inabaláveis” (Efésios 6:13)

Existem ensinamentos religiosos, que não condizem com a realidade da vida. Por exemplo, de que, quem fé em Deus não passará por dias maus, e isso não é verdade. A história dos discípulos de Jesus contradiz essa crença, porque muitos sofreram até a morte. O livro de Hebreus, no capítulo 11, diz que muitos pela fé atravessaram o mar Vermelho como por terra seca, ruíram as muralhas de Jericó, subjugaram reinos, fecharam a boca de leões, escaparam ao fio da espada, da fraqueza tiraram força, fizeram-se poderosos em guerra, puseram em fuga exércitos de estrangeiros. Mas, pela mesma fé, alguns foram torturados, passaram pela prova de escárnios e açoites, sim, até algemas e prisões, foram apedrejados, provados, serrados pelo meio, mortos a fio de espada, andaram peregrinos, necessitados, afligidos, maltratados, errantes pelos desertos, pelos montes, pelas covas, pelos antros da terra. O texto de Efésios diz para tomarmos a armadura de Deus, para resistirmos no dia mau. Isso deixa claro que mesmo estando com a armadura de Deus, o dia mau pode surgir. É como o texto do profeta Isaías, que diz: “Quando passares pelas águas, eu serei contigo”. Deus não está dizendo que não passaremos pelas águas, está falando exatamente o contrário; está dizendo que poderemos passar sim pelas águas, mas não estaremos sós. Eu quero orar com você, para que sejamos fortalecidos, pela convicção de que não estamos sós: “Pai, fortalece a nossa fé, nos traz a certeza de que a tua bondade e misericórdia nos acompanharam todos os dias das nossas vidas. Para nossa firmeza e para a tua glória. Amém!”

Flávio Leite

Deus quer fortalecer a sua fé

“Portanto, meus amados irmãos, sede firmes, inabaláveis e sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que, no Senhor, o vosso trabalho não é vão” (I Coríntios 15:58)

Às vezes nos sentimos improdutivos, e às vezes temos a impressão de que tudo o que estamos fazendo não trará resultados. Já ouvi de muitas mães a seguinte afirmação: “O que a Bíblia orienta e estou aplicando na educação do meu filho, não está trazendo resultados”.  Precisamos saber que tudo aquilo que realizamos por fé, trará resultados sim, mas precisamos esperar, insistir, perseverar. A fé é como uma semente, você planta e não enxerga o resultado de imediato. A Bíblia diz que aquele que tiver fé, como um grão de mostarda, terá êxito. Não desista, continue fazendo aquilo que você acredita ser orientado por Deus. O profeta Elias quis desistir, mas Deus enviou um anjo para dizê-lo: “Levanta, come e bebe, porque a jornada te será longa”. Não se deixe vencer, insista, busque forças, vá em frente; levante-se, coma e beba, porque a jornada pode ser longa. Existem sementes que demoram para florescer e outras sementes que são mais rápidas, mas o importante é não esquecermos, aquilo que o apóstolo Paulo falou há muito tempo atrás: “Estou plenamente certo de que aquele que começou a boa obra em vós é fiel para completá-la”. Eu quero orar com você, para sermos cheios de perseverança: “Pai, nos traz alimento para a alma, nos fortalece no espírito, nos anima, para continuarmos perseverando naquilo que começamos em ti, por fé. Para a tua glória. Amém!”

Flávio Leite

Deus quer transformar o seu pensamento

Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis os vossos corpos por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus” (Romanos 12:1,2)

O batismo de João era para o arrependimento e a palavra arrependimento, no grego, é a palavra “metanoia”, que significa “mudança de pensamento”. Precisamos cuidar do nosso pensamento, para nos tornarmos pessoas saudáveis. Provérbios, capítulo 4, diz: “Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o pensamento, porque dele procedem as fontes da vida”. Somos transformados naquilo que deixamos morar no nosso pensamento. Quando Jesus disse: “Ouvistes o que foi dito aos antigos: Não adulterarás. Eu, porém, vos digo: Aquele que olhar para uma mulher com pensamento impuro, já adulterou com ela”. Jesus estava dizendo: Cuidado com o que você está pensando, porque você se tornará isso. Se você vive com pensamentos de adultério, vai chegar um dia, em que você se tornará um adúltero. O texto que lemos, diz: “se deixem ser transformados pelos pensamentos de Deus, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade dEle”. Precisamos buscar com disciplina, porque Deus tem pensamentos maravilhosos para as nossas vidas. O capítulo anterior encerra, dizendo: “Ó profundidade da riqueza, tanto da sabedoria como do conhecimento de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos, e quão inescrutáveis, os seus caminhos! Quem, pois, conheceu a mente do Senhor?”. O profeta Isaías nos diz que os pensamentos de Deus são mais altos do que os nossos pensamentos. Ele quer que experimentemos algo novo, algo bom, agradável, perfeito, mas para isso, precisamos ser transformados pelos pensamentos de Deus. Eu queria propor um exercício para o dia de hoje, você vai vigiar seus pensamentos, para não se distanciar dos pensamentos de Deus. Você pode estar se perguntando, como? A resposta está na carta de Paulo aos filipenses: “Finalmente, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é respeitável, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se alguma virtude há e se algum louvor existe, seja isso o que ocupe o vosso pensamento”.

Flávio Leite

Deus quer mudar a sua história

Foi Jabez mais ilustre do que seus irmãos; sua mãe chamou-lhe Jabez, dizendo: Porque com dores o dei à luz. Jabez invocou o Deus de Israel, dizendo: Oh Deus! que me abençoes e me alargues as fronteiras, que seja comigo a tua mão e me preserves do mal, de modo que não me sobrevenha aflição! E Deus lhe concedeu o que lhe tinha pedido” (Crônicas 4:9,10)

O texto de Crônicas é um livro de genealogias, de registros das famílias hebraicas. Interessante que no meio de um relato, onde informa apenas a história de pessoas que nasceram, cresceram, casaram-se, tiveram filhos, e morreram, abre-se um espaço para falar de Jabez, um homem que nasceu para dar errado. A cultura hebraica relacionava o nome da pessoa com sua história de vida, e Jabez queria dizer, aquele que nasceu para provocar dores na sua casa. Ele tinha desejos de mudança e orou, abriu seu coração para Deus, e disse: Deus, muda a minha vida, muda a minha história. Jabez orou, dizendo: “Que me abençoes e me alargues as fronteiras, que seja comigo a tua mão”. A palavra benção no antigo testamento, trazia a ideia de instrumentalidade. Era como se estivesse orando: Deus, usa-me, me dá trabalho, e se for fazer alguma coisa na minha casa, passa pela minha vida; que eles possam ver a tua boa mão em tudo que eu fizer. O texto diz: “Foi Jabez mais ilustre do que seus irmãos”. Deus mudou a história de Jabez, e quando queria fazer alguma coisa na sua casa, usava sua vida. Deus quer mudar a sua história e tornar você um instrumento na sua família. Sempre Deus começa a nos usar a partir da nossa casa. Foi assim com Gideão e com muitos outros, e será assim com você. Eu queria orar: “Pai, muda a nossa vida e nos faz instrumentos da tua vontade; e se fores fazer alguma coisa na nossa casa, passa pela nossa vida. Para tua glória e nossa edificação. Amém!”

Flávio Leite

Deus tem um propósito com você, hoje!

Deus, os teus olhos me viram a substância ainda informe, e no teu livro foram escritos todos os meus dias, cada um deles escrito e determinado, quando nem um deles havia ainda” (Salmo 127)

Na Bíblia A Mensagem, Eugene Peterson – “Todos os dias da minha vida, foram preparados antes mesmo de eu ter vivido o primeiro deles”

O salmista Davi diz que Deus sonhou com a nossa existência, planejou tudo antes da fundação do mundo. Gosto de pensar que fomos feitos para um fim proveitoso, e só há uma forma de cumprirmos esse propósito, sermos humanos. O sentido da palavra humano é sensível, pó, frágil. Às vezes o mundo religioso nos rouba isso, tenta nos dizer que precisamos de poder e não de fragilidade. O apóstolo Paulo escreve aos filipenses alertando para isso, e diz: “Tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, pois subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus; antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana, a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até a morte e morte de cruz”. A orientação não é para nos divinizarmos e sim para nos humanizarmos; não para buscarmos poder, mas para nos fragilizarmos. Só através da fragilidade poderemos ser sensíveis a dor do outro. No livro do Eclesiastes, diz que Deus olhou para a terra e viu as lágrimas dos oprimidos, sem que ninguém os consolasse. O problema maior para o coração de Deus, não eram as lágrimas dos oprimidos, mas a ausência de quem os consolasse; o problema não era o opressor, mas a falta de quem consolasse. Martin Luther King Jr, disse: “O que me preocupa não é o grito dos maus, mas o silêncio dos bons”. Deus tem um propósito com nossa vida no dia de hoje, e eu queria orar com você: “Pai, inspira-nos e torna-nos sensíveis, para sermos uma manifestação do teu cuidado e consolo, por onde passarmos no dia de hoje; quer seja na nossa casa, no nosso trabalho, ou em qualquer outro lugar. Para a tua glória. Amém”.

Flávio Leite

É preciso coragem para amar

Aquela imagem mexeu comigo, senti um aperto no peito e logo soube que estava sendo tomado por um sentimento caro, porque desejava empenhar minha própria vida. Tudo porque recebi uma foto no grupo de WhatsApp da família. Meus pais tomando açaí na companhia de minha irmã, que mora cerca de 800km de distância, por isso uma oportunidade rara. A captura do momento perfeito, eles com saúde, se deliciando da presença da filha primogênita, absortos pela beleza daquele instante sagrado. Cena de felicidade, pois concordo com nosso grande escritor carioca, João Guimarães Rosa, que disse: “Felicidade se acha em horinhas de descuido”. Aquela foto retratava a felicidade, meus pais em horinhas de descuido, distraídos, despreocupados, sem nenhuma pretensão, apenas desfrutando daquele momento presente. Anselm Grün, teólogo alemão, chama isso de eternidade; para ele, eternidade é um tempo presente.

Quão preciosa imagem! Perecia estar cuidando para que nada roubasse a felicidade. Somos família e sabemos quantas batalhas já foram travadas, e ver meus pais, ali, sem nenhuma dor, por menor que fosse, me trazia paz. Queria ter o poder para perpetuar aqueles olhares de contentamento, congelar aquele estado de prazer e ausência de sofrimento. Preservar aquele momento, seria uma forma de proteger e cuidar. A ideia de congelar, seria a tentativa de não correr riscos. Não queria que meus pais fossem alcançados pelas adversidades da vida. Eu não queria sofrer. Foi quando me dei conta de que não seria possível, pois aquele aperto no peito, aquele desejo de cuidar com a minha própria vida, era a presença do amor.

O amor é uma força impetuosa, que nos coloca por completos na arena da vida. Se você quiser viver de verdade, tem que amar. Quando Jesus disse, “aquele que perder sua vida achá-la-á”, ele não estava nos orientando a nos esquivar da vida, a não viver ou não desfrutarmos dos prazeres da vida; ao contrário, estava nos orientando a vivermos com intensidade, e a intensidade da vida está no amor.

Eu gosto de substituir a palavra “perder”, pela palavra “gastar”. Aquele que não gastar sua vida com intensidade, com beleza, com amor, perdê-la-á. Até porque a vida é para ser gasta, não se pode economizar vida. Você não pode dizer: Vou guardar cinco anos da minha vida, para vivê-la quando estiver mais velho. Não temos como economizar vida. Sêneca disse que enterrar-se não é conservar-se, logo, toda tentativa de não amar para não correr riscos, é enterrar-se. Quando amamos, gastamos nossa vida de verdade; somos colocados à prova, incendiados, acrisolados, purificados. Cantares, no capítulo 8, diz: “Põe-me como um selo sobre o teu coração, como um selo sobre o teu braço, porque o amor é forte como a morte. As suas brasas são brasas de fogo, são veementes labaredas. As muitas águas não poderiam apagar o amor, nem os rios afogá-lo; ainda que alguém desse todos os bens de sua casa pelo amor, seria de todo desprezado”. Aqui temos a solicitação de uma mulher, ela pede ao seu marido que a ame. Ela diz que a única forma de atravessar as estações das águas, de resistir aos vendavais da vida a dois, e sair do outro lado mais fortes, é através do selo do amor. Podem cair as chuvas, transbordar os rios, mas, as muitas águas não conseguirão apagar o amor, ao contrário, o amor ficará mais puro e visível. Ela diz que o amor é sua maior preciosidade e cara possessão, que jamais será negociado. Se alguém fizer a proposta de trocar seu amor por todos os bens de sua casa, não será aceito, “será de todo desprezado”.

O amor é forte como a morte, não há como amar e não correr riscos, não há como amar e não sofrer. O apóstolo Paulo, falando sobre o amor, disse: “O amor não procura seus próprios interesses, tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta”. O mundo antigo incluía como pressuposto de felicidade, o sofrimento; uma pessoa para ser feliz precisaria saber lidar com o sofrimento.

No nosso tempo ser feliz significa fugir do sofrimento. Isso é um engano! Muitos estão perdendo a oportunidade de viver e talvez seja por isso que muita gente tem fugido do amor. Quando me refiro ao amor, não entendam como movimento artístico do século XVIII, conhecido como romantismo. O amor romântico não existia na tradição judaica, foi uma invenção que cresceu na Renascença, reforçada pela indústria do cinema. O amor real acontece nas realidades da vida. Quando amamos nos vulnerabilizamos, corremos riscos, nos sacrificamos, estamos expostos ao sofrimento. Você pode estar questionando: Se é assim, qual a vantagem de amar? Fomos feitos para o amor, o amor nos revela, nos eterniza, nos faz existir. Sei que muita gente sofre por amor. Tenho amigos que amam filhos que já partiram, que sofrem muito com a ausência, mas quando caem em si, percebem que foram agraciados. Sofrem porque existe uma preciosa presença. O amor se eternizou no tempo em forma de saudade, são lembranças preciosas que provam que valeu a pena. O amor selou algo que jamais deixará de existir. É verdade que o sofrimento quase dilacera a alma, mas a prova da fortaleza do amor é que encontramos forças para continuar vivendo, sentindo prazer naquela ausência que faz parte e é tão presente em tudo que somos.

Meu respeito, reverência e admiração a todos vocês que sofrem de amor, à minha amada mulher que ainda sofre pela ausência de seus pais, à minha recente amiga Natália,  aos meus queridos amigos e irmãos Flávio e Isabel, ao meu estimado primo Osvaldo Facundo, que tive o privilégio de conviver quando morei na cidade do Recife, ao meu amigo de livraria César. A todos vocês que sofrem de amor, e que um dia pelo testemunho de suas forças, consolarão os que precisam ser consolados.

Continuarei sentindo aquele aperto no peito, com desejos de cuidar empenhando a minha própria vida. Vou trocar a tentativa de aprisionar meus pais naquela fotografia, pela coragem de amá-los de verdade. Optarei por continuar acreditar na força impetuosa do amor, que faz a vida valer a apena, eternizando o prazer por mais efêmero que seja o tempo. Continuarei permitindo ser mexido na alma, mesmo sabendo que corro grandes e sérios riscos. A minha oração por todos nós, é: Deus, nos dá coragem para amar, ensina-nos a gastar nossa vida com beleza.

Flávio Leite


A nossa confiança está em Deus

Ainda que um exército se acampe contra mim, não se atemorizará o meu coração; e, se estourar contra mim a guerra, ainda assim terei confiança. Uma coisa peço ao Senhor, e a buscarei: que eu possa morar na Casa do Senhor todos os dias da minha vida, para contemplar a beleza do Senhor e meditar no seu templo” (Salmo 27)

Imagine-se com um problema que você olha para todos os lados e não vê saída. O Salmo 27 foi escrito por Davi, um homem de muitas lutas. Eu não conheço nenhuma história de família, com mais dificuldade que a história de Davi. No Salmo 3, Davi havia sido expulso do seu palácio, estava fugindo do seu próprio filho, Absalão, e mesmo assim, diz: “Deito-me e logo pego no sono”. Ele toda sua confiança em Deus. Agora ele diz no Salmo 27: “E ainda que um exército se acampe contra mim, não se atemorizará o meu coração; e se contra mim estourar a guerra, ainda assim terei confiança”. No Salmo 20, ele diz algo bem parecido em relação a sua confiança em Deus: “Uns confiam em carros, outros em cavalo; nós, porém, nos gloriaremos no nome do Senhor nosso Deus”. Sei que você tem medos diante das ameaças, e sei que Davi também tinha medo. O medo faz parte da nossa humanidade, mas não pode afastar nossa fé e confiança em Deus.  A coragem não é a ausência do medo, mas a confiança de que podemos reagir, a confiança de que não seremos paralisados. A coragem em Deus é sabermos que não estamos sós, que podemos dizer: “Olho para os montes, de onde me virá o socorro? O meu socorro vem do Senhor, que fez o céu e a terra”.

Flávio Leite

Trazendo nas mãos os seus feixes

Quando o Senhor restaurou a nossa sorte, ficamos como quem sonha. Então, a nossa boca se encheu de riso e a nossa língua de júbilo; então se dizia entre as nações: Grandes coisas o Senhor tem feito por eles. Com efeito, grandes coisas o Senhor tem feito por nós; por isso, estamos alegres. Restaura, Senhor, a nossa sorte, como as torrentes no Neguebe. Os que com lágrimas semeiam com júbilo ceifarão. Quem sai andando e chorando, enquanto semeia, voltará com júbilo, trazendo os seus feixes(Salmo 126)

Esse salmo é um cântico de agradecimento, pela liberdade do povo que estava saindo do cativeiro babilônico. Interessante que mesmo em meio as dificuldades, fala da sorte da restauração trazida por Deus. É como se estivessem dizendo: Somos um povo de sorte, Deus está conosco, todo mundo está enxergando isso, até os que não creem em Deus, mas existe um vale seco. O povo está maravilhado com a libertação, mas tem um problema, não têm para onde ir. Para onde vão e como vão fazer para construir uma nova vida? Por isso o salmista fala que os que saem andando e chorando enquanto semeiam, voltarão com alegria, trazendo nas mãos os bons resultados. Esse é o retrato da realidade da nossa vida. A benção e dádiva de Deus, não nos deixa sem tarefa, sem labor, sem dificuldades, sem suor e lágrimas. Por isso que a oração do salmista, é: “Restaura Senhor a nossa sorte, como as torrentes no Neguebe”. Você pode ser uma pessoa extremamente abençoada por Deus e está passando por um vale de lágrimas. Você pode há bem pouco tempo ter falado que Deus te abençoou e estar passando por uma visível dificuldade. Saiba que a vida de fé é assim. Mas eu tenho uma boa notícia para o seu dia de hoje: Apesar das lágrimas, pode continuar andando, porque aquele que começou a boa obra na tua vida, é fiel para completá-la. A nossa oração tem que ser: “Restaura, Senhor, a nossa sorte, como as torrentes no Neguebe”.

Flávio Leite

Construindo com Deus

Se o Senhor não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam; se o Senhor não guardar a cidade, em vão vigia a sentinela” (Salmo 127)

Às vezes queremos que Deus faça aquilo que é de nossa responsabilidade. Outras vezes queremos fazer aquilo que é da responsabilidade de Deus. Por exemplo, você não pode querer que Deus faça você aprender um conteúdo de uma prova, sem você estudar; e você não pode querer mudar a vida de uma pessoa, porque isso é o que Deus faz.O rei Salomão, aqui nesse Salmo, diz claramente que você é o responsável pela construção da casa, aí Deus vem e edifica com suas bençãos. Você não pode querer que Deus faça o que você tem que fazer. Salomão diz que devemos colocar vigilância na cidade, não podemos querer que Deus vigia a cidade, nos colocamos um vigia e Deus guarda a cidade. Precisamos de uma fé operante, que se mova, que seja responsável. Tiago diz na sua epístola, que uma fé que transfere o que é de nossa responsabilidade para Deus, é uma fé morta: “Se um irmão ou uma irmã estiverem carecidos de roupa e necessitados do alimento cotidiano, e qualquer dentre vós lhes disser: Ide em paz, aquecei-vos e fartai-vos, sem, contudo, lhes dar o necessário para o corpo, qual é o proveito disso? Assim, também a fé, se não tiver obras, por si só está morta”. Queria deixar uma sugestão para o dia de hoje. Você vai escrever três coisas que pode fazer, para que sua fé se torne mais operante. Pode ser um telefonema para alguém que você conhece e sabe que precisa de consolo, pode ser um cuidado, uma palavra de ânimo para sua esposa, esposo, irmão ou amigo. Isso fará toda diferença para sua alma. A Bíblia diz que mais bem aventurado é dar do que receber.

Flávio Leite

Acompanhado pela bondade de Deus

O SENHOR é o meu pastor, nada me faltará. Deitar-me faz em verdes pastos e guia-me para junto das águas tranquilas. Refrigera a minha alma; guia-me pelas veredas da justiça, por amor do seu nome. Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte, não temerei mal algum, porque tu estás comigo; a tua vara e o teu cajado me consolam. Preparas-me uma mesa na presença dos meus adversários, unges a minha cabeça com óleo, o meu cálice transborda. Certamente que a bondade e a misericórdia me seguirão todos os dias da minha vida; e habitarei na casa do Senhor por longos dias” (Salmo 23)

A Bíblia diz que há tempo para todas as coisas na vida. Há tempo de nascer, tempo de morrer, tempo de plantar, tempo de colher, tempo de chorar, tempo de rir, tempo de bonança e tempo de tribulação. A vida é feita de muitas coisas e precisamos de compreensão para resistirmos firmes. Davi no Salmo 23, retrata a sua compreensão da vida. Ele diz que Deus supre as suas necessidades em todo o tempo. Não é que a vida é redondinha, sem imprevistos, sem sustos, é que Deus está presente em todas as coisas o tempo todo e isso basta. Na vida existe pasto verdejante, tranquilidade, mas também, existe vale da sombra da morte, tribulações e desafios. Davi enxerga uma mesa preparada por Deus, mesmo diante da adversidade. No mundo antigo a mesa trazia a ideia de alegria. Davi consegue sentir uma alegria que vem de Deus, mesmo sendo espreitado pelas circunstâncias adversas. Não é que Davi se alegrava com as dificuldades, ele se alegrava mesmo nas dificuldades. É que ele não perde Deus de vista, mesmo nos dias maus. Acho lindo como Davi expressa sua confiança na bondade e misericórdia de Deus, ele diz: “Certamente bondade e misericórdia me acompanharão todos os dias da minha vida, até a consumação dos séculos”. Isso faz toda diferença, nos anima, traz força, vigor. A minha oração para o dia de hoje, é que nos sintamos como o salmista Davi, que mesmo passando por desafios, tenhamos a certeza de que a bondade e misericórdia de Deus, estarão nos acompanhando em tudo e em todo o tempo.

Flávio Leite