Devocional

A necessidade de equilíbrio

“Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de aborrecer-se de um e amar ao outro, ou se devotará a um e desprezará ao outro. Não podeis servir a Deus e às riquezas” (Mateus 6)

Compreender, na nossa sociedade pós-moderna, que o amor ao dinheiro é danoso e destruidor, é algo muito difícil. Vivemos um engano de que as riquezas só promovem o bem, nunca o mal. Paulo, escrevendo sua primeira carta ao jovem Timóteo, diz: “Ora, os que querem ficar ricos caem em tentação e cilada, e em muitas concupiscências insensatas e perniciosas, aos quais afogam os homens na ruína e perdição. Porque o amor ao dinheiro é raiz de todos os males; e alguns, nessa cobiça, se desviaram da fé e a si mesmos se atormentaram com muitas dores”.
Conheço algumas pessoas que se perderam na busca das riquezas. Tornaram-se pessoas feias, sem humanidade.
Fomos feitos para expressarmos beleza humana e as virtudes, que são: Solidariedade, compaixão, misericórdia, generosidade, e outras mais.
Existe uma sutileza no apego ao dinheiro que nos afasta das virtudes humanas, sem que percebamos, por isso a palavra usada para dinheiro no texto, é “mamom”. Alguns concordam que a palavra mamom, que vem do hebraico, mesmo tendo o significado de riqueza material, traz uma espécie de personificação de divindade.
Personificação de divindade, porque quem coloca seu coração no dinheiro, coloca também sua confiança. Quem confia no dinheiro, coloca também nele a sua alegria. Se estiver com dinheiro, está bem, confiante, seguro; se estiver sem dinheiro, está mal, sem fé, inseguro. Se estiver com dinheiro, estará alegre, feliz; se estiver sem dinheiro, estará triste, infeliz.
Precisamos concordar, que nesse caso, o dinheiro adquiriu status de deus. Pode, inclusive, ser reverenciado, adorado, amado. Imagine alguém que professa uma fé no Deus de Abraão, Isaque, Jacó, e ao mesmo tempo, coloca a sua confiança no dinheiro. Essa pessoa, diz o texto, estará dividida. Logo, aborrecerá a um e amará ao outro, ou se devotará a um e desprezará ao outro.
Eu quero orar com você: Pai, vivemos muito próximos a uma dependência total do dinheiro. Não é fácil não nos apegarmos, de maneira que não coloquemos nossa confiança nele. Ajuda-nos a sermos equilibrados nessa relação com bens materiais. Que não sejamos atormentados com dores. Para nossa saúde espiritual e tua glória. Amém!

Flávio Leite

REFLEXÕES AUTORAIS SOBRE HUMANIDADE Palestrante, educador e estudioso da filosofia e do comportamento humano 👇🏽Leia a crônica da semana www.flavioleite.com

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