Devocional

A força impetuosa do amor

“E eu passo a mostrar-vos ainda um caminho sobremodo excelente. Ainda que eu fale as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver amor, serei como o bronze que soa ou como o címbalo que retine. O amor é paciente, é benigno; o amor não arde em ciúmes, não se ufana, não se ensoberbece, não se conduz inconvenientemente, não procura os seus próprios interesses, não se exaspera, não se ressente do mal; não se alegra com a injustiça, mas regozija-se com a verdade; tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta” (1 Coríntios 13)

Estamos iniciando um novo ano, uma nova década. Sei que é algo simbólico, mas existem muitas expectativas de mudanças espalhadas por todo nosso Brasil afora. Precisamos de mudanças urgentes mas a que mais me interessa, é mudarmos a nossa sensibilidade humana. Entendermos que somos irmãos, amigos, família. Que sofremos das mesmas fragilidades e precisamos do amparo e consolo uns dos outros. Só existe uma força que poderá realizar essa mudança em nós, que é o amor; não adiantaria buscarmos outro meio. Para os mais animados com a religião posso garantir que por essa via não obteríamos nenhum êxito e posso até me atrever a dizer, baseado nesse texto que lemos, que nem através dos dons carismáticos do espírito, como falar em línguas estranhas, profetizar, curar e outros mais, conseguiremos esse feito. A igreja de Corinto deu sinais de covardia, crueldade, traição e para corrigir isso, tentou o caminho dos dons espirituais. O apóstolo Paulo escreve essa carta, dizendo: “E eu vos passo a mostrar ainda um caminho sobremodo excelente”. Paulo estava orientando para que desistissem dessa tentativa. O caminho não seria o dos dons, ele diz: “Ainda que eu fale as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver amor, serei como o bronze que soa ou como o címbalo que retine”. Paulo continua dizendo, que poderíamos manifestar os dons de profecia, sabedoria, conhecimento, socorro, e não conseguiríamos mudar nossa humanidade. Precisaríamos da força do amor. No Livro de Cantares, capítulo 8, diz: “Põe-me como selo sobre o teu coração, como selo sobre o teu braço, porque o amor é forte como a morte; as suas brasas são brasas de fogo, são veementes labaredas. As muitas águas não poderiam apagar o amor, nem os rios, afogá-lo; ainda que alguém desse todos os bens da sua casa pelo amor, seria de todo desprezado”. O amor é forte, vence todas as coisas, nos transforma, e, por isso, nos é precioso; ainda que alguém desse todos os bens da sua casa pelo amor, seria de todo desprezado.
Eu quero orar com você: “Pai, nos enche de amor nesse novo ano. Em tudo que formos fazer, que manifestemos essa presença. Ensina-nos a sermos um sinal de transformação nesse nosso mundo, através da força impetuosa do amor. Para nossa edificação e tua glória. Amém!

Flávio Leite

REFLEXÕES AUTORAIS SOBRE HUMANIDADE Palestrante, educador e estudioso da filosofia e do comportamento humano 👇🏽Leia a crônica da semana www.flavioleite.com

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