Devocional

A disciplina que traz saúde

“Quando jejuardes, não vos mostreis contristados como os hipócritas; porque desfiguram o rosto com o fim de parecer aos homens que jejuam. Em verdade vos digo que eles já receberam a recompensa” (Mateus 6)

Bem antes da cultura religiosa dos hebreus, já existia indícios da prática do jejum entre os povos na Mesopotâmia. Alan Marcus, chefe do departamento de história da universidade do Mississipi, informa o registro de uma frase, dita por um sumério, que viveu bem antes da família de Héber, de onde surgiu o povo hebreus, no qual falou: “Por que me contam entre os ignorantes? A comida encontra-se em todo lugar e ainda assim minha comida a fome proporciona”. Acredito que essa pessoa poderia estar falando da crítica que estava sofrendo, por praticar o jejum.
Desde o início da história, o prazer e a felicidade eram representados, subjetivamente, através dos banquetes. Muitas vezes isso era feito de modo descontrolado. Era comum servir muitos pratos e para comer de tudo, as pessoas quando já satisfeitas, provocavam o vômito e voltavam a comer novamente.
Acredito que isso fez o jejum, ser uma das disciplinas espirituais na prática religiosa do mundo antigo. Imagino que representando uma espécie de disciplina para controlar melhor os impulsos humanos. Digo isso, porque o jejum trata diretamente do que mais retrata o impulso dos desejos e prazeres, que é a compulsão alimentar. Praticar o jejum, seria dominar desejos e prazeres inerentes da nossa humanidade, não só em relação ao alimento, mas em relação a todos os outro excessos. O jejum seria o ato consciente da elevação do controle espiritual sobre os impulsos dos desejos e prazeres desenfreados da vida.
Nesse terceiro milênio, marcado por tantos excessos, para nossa própria felicidade e saúde, precisamos resgatar o jejum como uma disciplina espiritual. Tenho encontrado muita gente presa por grilhões, dominada por vícios e compulsões. Somos frágeis e precisamos cuidar da nossa humanidade. O apóstolo Paulo, escrevendo sua Carta aos Romanos, no capítulo 7, disse: “Desventurado homem que sou! Porque não faço o que prefiro, e, sim, o que não quero. Vejo nos meus membros outro desejo, guerreando contra a minha mente”.
Eu quero orar com você: Pai aumenta a nossa fé, para crermos que temos um espírito que precisa ser alimentado. Para nossa saúde é o que te pedimos. Amém!”.

Flávio Leite

REFLEXÕES AUTORAIS SOBRE HUMANIDADE Palestrante, educador e estudioso da filosofia e do comportamento humano 👇🏽Leia a crônica da semana www.flavioleite.com

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